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Os drones se tornaram uma ferramenta essencial para todo o ciclo que engloba uma construção.

Entretanto, a questão da condução do as-built se mostra aquém do esperado. Isso acontece por um simples motivo: os drones foram projetados para capturar imagens e dados eficientemente de cima para baixo, e não de lado.

 

Realizando um levantamento de um canteiro preparado antes da construção, por exemplo, é mais fácil do que capturar imagens e dados de estruturas altas e acabadas – o voo é mais complexo e requer altitude e angulação da câmera corretas para garantir a precisão.


Com o “Perimeter Scan”  ou “Verificação de Perímetro” esse problema é resolvido. Com ele é possível realizar verificações automáticas de estruturas verticais, coletando imagens ricas e em alta resolução. A seguir, contaremos como a empresa Argyle usou o “Perimeter Scan” em um projeto, reduzindo drasticamente o seu tempo em campo e criando um impressionante fluxo de trabalho com o BIM 360.

 

O OBJETIVO: LEVANTAMENTO PARA AS-BUILT RÁPIDO E PRECISO DE UMA PROPRIEDADE DE USO MISTO

 

Argyle Asia é uma empresa do Sudoeste da Ásia que realiza investimentos imobiliários, desenvolvimento de propriedades e infraestrutura e projeto e construção. James Hadden, Diretor de Serviços de Gerenciamento de Desenvolvimento e Construção de Imóveis da Argyle, encabeçou esse projeto e definiu que iria realizar um levantamento para as-built em um grupo de construções de uso misto em Kuala Lumpur.


O objetivo da empresa era coletar os dados de as-built rapidamente para que pudessem ser usados no desenvolvimento do projeto de ativos imobiliários. Uma vez que o cliente possuía um limitado registro histórico e poucos projetos arquitetônicos, Argyle precisava coletar um preciso as-built para isso.


O local para a coleta de dados e imagens apresentava um grande número de dificuldades para o levantamento tradicional. Por exemplo, havia uma grande densidade de grandes e largas árvores que situavam-se muito próximas de algumas estruturas, tornando difícil de coletar os pontos no solo.

 

Além disso, os elementos arquitetônicos presentes e o alinhamento das construções demandavam um tempo adicional para a coleta dos dados. Ainda segundo James, teria de considerar a perturbação para o comércio e moradores locais, bem como os riscos que a operação do trabalho tradicional poderia trazer para os mesmos.


Devido a esses fatores, James pensou que utilizar o drone para esse serviço seria uma ótima alternativa. Assim, Argyle precisaria de uma solução com drone que tornasse possível a verificação das fachadas das construções sem falhas e imprecisões.

 

A SOLUÇÃO: CRIAÇÃO DE DETALHADOS MODELOS 3D UTILIZANDO O PERIMETER SCAN

 

Imagem aérea da malha 3D no Autodesk ReCap

 

Imagem aérea da malha 3D no Autodesk ReCap

Argyle então optou por usar o modo de voo para verificação de perímetro (Perimeter Scan) para capturar imagens das propriedades e criar um modelo fotorrealista. Foram definidos 5 GCPs (Pontos de Controle do Solo) para compatibilizar os dados do levantamento com o ortomosaico e a nuvem de pontos, e então o voo foi realizado. “Considerando o fluxo de trabalho, levaram poucos minutos para configurar o drone e realizar o voo – foi rápido, seguro, eficiente e os registros do levantamento ficaram ótimos”, afirmou James.

Os pontos flutuantes acima da imagem correspondem aos locais em que as fotos foram tiradas pelo Site Scan. O algoritmo do modo de voo “Perimeter Scan” automaticamente calcula as melhores localizações para se tirar as fotos, de modo a capturar toda a área desejada e garantir que o modelo 3D seja preciso


Os pontos flutuantes acima da imagem correspondem aos locais em que as fotos foram tiradas pelo Site Scan. O algoritmo do modo de voo “Perimeter Scan” automaticamente calcula as melhores localizações para se tirar as fotos, de modo a capturar toda a área desejada e garantir que o modelo 3D seja preciso.

 

Tendo em vista as complexidades da área a ser estudada, foi fundamental a captura de fotos de partes das construções que seriam difíceis de ser captadas a partir do chão. “O drone trabalhou muito bem captando imagens de espaços limitados que eu pensei que não fossem possíveis de capturar”, falou James. “Foi possível capturar imagens de fachadas de edificações que eu pensei que não ficariam visíveis devido às sombras das árvores.”

Nuvem de pontos de parte da área estudada

 

PRINCIPAIS RESULTADOS

 

Produção 5 vezes mais rápida de arquivos georreferenciados em CAD
Para James, a economia de tempo e a redução de força de trabalho humana é um dos principais benefícios de se utilizar o “Perimeter Scan”. “Um levantamento tradicional de as-built para essa área levaria de 3 a 4 semanas com a necessidade de mais pessoas envolvidas, e isso considerando apenas o levantamento”, ele disse. “Então, levaria em média mais duas semanas e meia para interpolar os dados de levantamento e trabalhar com o CAD e o Revit.

 

No total, seriam aproximadamente 7 semanas – 49 dias – para entregar os desenhos do CAD e Revit.”


Com os dados coletados, James disse, “nós agora podemos entregar este trabalho de uma maneira muito mais rápida. Neste projeto, nós verificamos toda a área necessária, processamos os dados em um ortomosaico georreferenciado e nuvem de pontos, e convertemos em arquivos para CAD em menos de 3 dias. Então, aproximadamente uma semana depois, finalizamos os desenhos georreferenciados de CAD e Revit, somando um total de apenas 10 dias.”.


Essa diferença de duração da atividade – de aproximadamente 49 dias para 10 – representa um adiantamento de entrega do serviço de quase 5 vezes. “Enquanto cada levantamento de as-built é diferente, e possui suas próprias particularidades a serem consideradas, há um considerável ganho de tempo utilizando o drone nesse projeto”, falou James.

 

Modelos 3D prontos para BIM

Os dados coletados através de um as-built tradicional são normalmente mantidos em planilhas, tornando a visualização e integração com o BIM difíceis. Com o BIM aos poucos sendo instaurado dentro da indústria da construção e engenharia, a falta de dados de as-built em 3D está começando a apresentar alguns inconvenientes.


Coletando dados através de drones – especialmente com os modos de voo que são projetados especificadamente para estruturas verticais, e não apenas para levantamento topográfico – torna-se fácil trabalhar integrado ao BIM.

 

James pode criar ricas nuvens de pontos e malhas 3D, e também pode utilizá-las para facilmente identificar os elementos das edificações, que podem ser integradas aos modelos 3D do BIM. “Nós agora conseguimos realizar os levantamentos, registrar as informações, e começar a modelar e visualizar as seções interessadas em poucas horas após o trabalho do drone.”


“Com a ferramentas para modelagem de nuvem de pontos do Revit, nós podemos obter seções das edificações, estabelecer os contornos, e começar a desenhar as paredes limítrofes e detalhar as janelas. O bom de projetos como esse é, por exemplo, o fato das janelas serem bastante padronizadas. Isso significa que é possível criá-las no Revit como um grupo na biblioteca, e então facilmente usá-las para outras janelas.”